Os “donos da nação” continuam vorazes em seu apetite. Todo dia nos chega pelas ondas do dial, alguma notícia de que políticos, ou algum parente próximo, enriqueceram de forma exponencial. Em apenas um mês, dois ministros caíram, mas continuam ricos, que é o que importa, afinal, mereceram o pão que ganharam tão honestamente. Até onde vai a forme dessa gente? Parece não ter fim. Vão nos devorar até comerem o próprio rabo, depois o corpo, e por fim, a própria cabeça, ou melhor, a nossa cabeça. Vamos todos virar ração de políticos. E como se não bastassem as alíquotas enlouquecidas dos impostos, temos os políticos que parecem viver em fase eterna de engorda. Já sei o que podemos fazer: “virar luz”, como já profetizou Chico Buarque. Assim só restará aos famintos do poder “se alimentar de nossa luz”. E o céu que se cuide, pois já estão de olho…
Neymar x Audrey Hepburn
Diante de um sonolento jogo da seleção brasileira de futebol contra a Venezuela, não teve jeito, a tarde de domingo foi perdida. Mas tivemos a boa surpresa de ver o Brasil bater um bolão no futebol feminino, com a “arrasadora” Marta, que bem poderia jogar em alguma equipe masculina. E também tivemos a grata correria dos meninos do sub-17, e dos sustos ao final do jogo. Mas o melhor da noite foi, sem dúvida nenhuma, a reprise de “Bonequinha de Luxo”, com Audrey Hepburn, no telecine Cult. Maravilhosa Audrey em ótima história de Truman Capote. Entre Neymar e Ganso, fico com a bela Audrey. Que futebol que nada…
Itamar, uma incógnita que deu certo
Quando “aquele que não se pode dizer o nome” renunciou, uma grande incógnita pousou sobre o país: Itamar Franco. Primeiro porque ninguém entendia direito o motivo pelo qual tornou-se vice “daquele que não se deve dizer o nome”, e como seria o governo com ele, após uma desastrosa experiência recém vivida por todos nós. Mas, para alívio de todos, a “era das trevas” parecia estar chegando ao fim com o novo presidente que assumia. E acabou tornando-se, ao lado de FHC, um dos heróis do país com a chegada do plano Real. Deixaram todos confusos e desconfiados, e programadores de sistemas, como eu, loucos com tantas novidades e rotinas que tivemos que implementar, mas a coisa fluiu, e hoje respiramos um novo país. Itamar é nosso herói, mas, infelizmente, “aquele que não se pode dizer o nome” continua no poder, e mandando como “nunca antes nesse país”. Como dizia o slogan da ditarura: Brasil, só amando mesmo, pois a vontade deixá-lo é ainda grande.
Cuidado nos hotéis…
Investidores estão pensando em criar hotéis sem nenhum serviço, para quem deseja evitar ser denunciado por camareiras mal-intencionadas. Hotel sem camareiras, sem recepcionistas, sem garçonetes, seriam considerados mais apropriados para importantes autoridades ou candidatos à vagas legislativas às vésperas de suas eleições. E em sua próxima estada em algum estabelecimento hoteleiro, não fale com ninguém, não se aproxime de ninguém, não dê gorgetas, não permita que entrem em seu quarto. Todo cuidado é pouco…
Marina Silva, um alento ao futuro
Marina Silva, em entrevista ao Roda-Viva, no dia 13/06/2011, mostrou e provou, mais uma vez, que é um alento ao futuro do país, que é a grande novidade política que surgiu no cenário brasileiro. Tomara que continue firme em seu caminho, lúcida em suas ideias, fiel à seus princípios, e corajosa em seus enfrentamentos. E que velhos políticos, que não aguentamos mais ouvir falar, sejam substituídos por muitas Marinas num futuro próximo.
Dois gêmeos de 92 anos que passaram a vida juntos morrem no mesmo dia
E não foi uma morte em algum acidente, não. Morreram de ataque cardíaco com diferença de 12 horas cada um, no mesmo dia. Isso talvez prove alguma coisa muito importante sobre a natureza humana, a de que há mais mistérios do que a gente imagina. Vão dizer que é coisa de “Deus”, ou é “Espiritismo puro”, ou é coisa do “diabo”, de tudo irão dizer, mas no fundo, talvez seja uma prova de lealdade infinita entre eles.
AGORA SOU PRETO NO BRANCO
Agora sou preto no branco, pelo menos nas imagens. Ficam mais claras, mais precisas, mais honestas, eu diria. E mais belas também. Fotos PB são sensacionais, como são também os filmes antológicos: Jovem Frankenstein, Manhattan ou mesmo o premiado brasileiro Pagador de Promessas.O PB nos remete à tempos mais românticos, como foram os anos 1940, onde a imagem ainda era totalmente analógica e basicamente em tons de cinza. Mudei meu site (www.marciopoletto.com) e este blog para uma base em PB, pois acho que as coisas daqui pra frente terão de ser “preto no branco”, mesmo que seja uma premissa difícil de ser seguida. Quero passar essa imagem em meus novos textos.
Conectado
Eu sou um cara conectado (com computadores e redes) desde 1990. Lá se vão 20 anos. No início ainda não tínhamos a Internet, apenas redes empresariais ou BBS. Com o advento da internet, por volta de 1995, um novo mundo se abriu para mim, pois logo vi a enorme possibilidade que aquilo teria. Criei alguns projetos para a internet, como o portal Folhetim, agora Folhetim ebooks, mas sempre estive atrás da tecnologia. Concluo hoje que a tecnologia é algo que nunca conseguimos dominar. É como um átomo, que nunca está no lugar que achamos que deveria estar. Ou seja, sempre que desvendamos alguns segredos tecnológicos, já estamos atrasados, pois já inventaram algo mais moderno. É uma correria inútil. Nunca dominaremos a tecnologia. Mesmo no patamar de um país, como os EUA, também eles estão atrás, pois sempre alguém, de outro lugar do mundo, terá inventado algo mais moderno que eles acabaram de inventar. E na informática a coisa é mais alucinante ainda. Agora é face, twitter, daqui há algumas semanas muda tudo, e a gente fica feito louco tentando pegar o rabo do gato. Saudades dos tempos de TK 85 – o primeiro micro computador brasileiro. Ainda tenho o dinossauro em casa – olho para ele e vejo que “era feliz e não sabia”.
Ausencias
Ausência é uma forma de “sumir”, por uns tempos. Eu estive desaparecido do mundo dos livros, blogs, e da literatura. Andei lendo alguma coisa, mas produzir que é bom, nada. Isso eu chamo de ausência. Mas sempre voltamos, pois a literatura, e a palavra escrita principalmente, não há como se ausentar por muito tempo. A necessidade faz a escrita. Necessidade emocional, espiritual, por angústias, por frustrações, necessidades do ser humano. A escrita é a nossa salvação, pois do resto, nada nos salvará: televisão, política, mídia, trabalho, governo, impostos. Só a escrita nos salvará, como dizia… quem mesmo dizia isso ? Mas tem algo muito fundamental nisso tudo. Falta-me e tal da disciplina, mas prometo no ano que se inicia, que tentarei cumprir minhas metas “palavrísticas”, como diria Odorico Paraguaçú.
O Mundo da TV e o Mundo dos Eleitores
A TV no Brasil parece ditar o caminho que o país trilhará nos próximos anos. Isso sempre aconteceu, dirão os entendidos. Mas agora a coisa está muito evidente. Netinho será nosso senador; Titirica nosso deputado federal, Marcelinho Carioca nosso deputado estadual, sem falar nos já conhecidos Agnaldo Timóteo, Moacir Franco e tantos outros que tentaram aproveitar a fama que adquiriram na TV para se elegerem. Que país teremos com essa gente nos representando ? Boa pergunta, mas com a resposta óbvia: uma M. de país. E de quem é a culpa ? De nós eleitores, óbvio, sempre sobra para nós. Faço parte de uma minoria que ainda acompanha alguma coisa: sabemos que um político tem de ter, pelo menos, alguma bagagem acadêmica, noções sobre o funcionamento instituicional do país, alguma experiência com atividades políticas, etc, etc. Mas essa gente conhece bem o que é mais importante hoje em dia: uma câmera de TV, para se chegar à Câmara, basta entender de câmeras! As coisas estão um tanto estranhas, a democracia que tanto dizem que conquistamos duramente depois de muitos anos de ditadura, parece estar se esfarelando como bolacha murcha. Ah, mas o povo está elegendo os representantes democraticamente! É o que dirão os eleitos. Mas de que vale uma democracia para um povo tão ignorante como o nosso ? A grande maioria não sabe ler, não sabe nada sobre política, não lê jornais, não entente como funcionam as instituições, não tem noção dos direitos e deveres como cidadão, vivem para comer e assistem TV: novelas, programas de auditório e futebol. É tudo que sabem. Vão votar nos nomes que já viram aonde? Na TV, é claro. Mas para onde vamos desse jeito ? Para o lodaçal. O cidadão não consegue entender que seu voto é seu futuro. Votando na “gente” da TV, estamos dando à essa gente o poder de decidir por nós. E a qualidade das pessoas que elegermos será diretamente proporcional ao “glorioso” futuro que nos aguarda. Acho que acordei com uma dose alta de pessimismo. Espero que passe logo… Vou dormir.